Paul Kuczynski , Polônia
domingo, 25 de setembro de 2011
In the end It's not about you.
Sit back and in these days remember my ways
Oh will i get out of my cage?Yes i am a slave
Searching for some freedom
So intend to sing them songs to spark, memories
What is a man with no history? Where am I?
Who am I ?What is this place?
We're just spinning in space
I will be light, I will be light,I will be light,I will be light
Time will continue without you. So in the end its not about you.
But,what did you do? Who do you love besides you?
Beside you, many died in the name of vanity
Many die, in their minds eye, for justice
We die for you, and still do
So i say to you, this is nothing new
For life to shine, to shine. Burn away the darkness
You've got one tiny moment in time for life to shine, to shine
To burn away the darkness
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Cure Meu Filho!
Mas se me viesse de noite uma mulher. Se ela segurasse no colo o filho. E disesse: cure meu filho. Eu diria: como é que se faz? Ela responderia:cure meu filho. Eu diria: também não sei. Ela responderia:cure meu filho. Então - então porque não sei fazer nada e porque não me lembro de nada e porque é noite - então estendo a mão e salvo uma criança. Porque é de noite, porque estou sozinha na noite de outra pessoa, porque este silêncio é muito grande para mim, porque tenho duas mãos para sacrificar a melhor delas e porque não tenho escolha
- Clarice Lispector, Legião Estrangeira
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Madrugada
Madrugada. Uma lua distante no Céu.
A cidade apagada, e ela em sua casinha de papel
Está deitada, esperando um motivo para se levantar
Foi abandonada, dos olhos o brilho se apagou
E chama do caximbo foi a luz que encontrou
E a fuligem da fumaça vem da pedra preciosa que consome sua dor
Mas seus sonhos também !
Ela dorme, mas não consegue descansar
Ela anda - indo para nenhum lugar
Sua casinha é tão chique a beira mar....
Sua casinha é tão chique a beira mar....
Mas a pedra, Preciosa não pôde pagar
Então foram na casinha a visitar
E a chama do caximbo foi a luz (...) que a matou.
Pegou fogo sua casinha de papel...
Virou cinza - sua vidinha de papel
Quem vai colorir?
(Quero colorir...)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Anatomia
Victor Hugo
domingo, 11 de setembro de 2011
Parteira de Belém
(...) E então, a Eternidade, a Infinitude, a Imensidão de todo o Universo, o Brilho de todas as estrelas, todo o Desconhecido, todo Som, toda Poesia, toda a Música, o Princípio de tudo, a Palavra por meio do qual todas as coisas foram criadas. A Árvore da Vida se despiu de toda sua Glória e se transformou em grão. Grão de menino: que nem chora, nem reinvidica e cuja existência poderia muito bem ser ignorada. Quem iria dizer que Ele preparava a maior revolução da história? - grandes revoluções são assim, começam na surdina. O Grão de menino foi se dividindo, e dividindo se multiplicou. Como fez com aquele pedaço de pão e os peixinhos. Grão que vai sendo tecido em girino. Digo, Menino. Mãos e pés, um coração. Galopando. Mergulhado na escuridão daquele ventre, o Espírito pairava sobre as águas.
Vieste habitar em nossa pequenitude. Ah Menino Deus, que evento teu nascimento! Todo o Universo parou para te assistir. As estrelas como holofotes em cima de Ti. Que sorte a minha estar ali (...) E quando chegou a hora, a Vida veio a mim, como que em um mergulho: azul, pulsante, de olhos negros bem abertos e com seus bracinhos extendidos tentando me tocar. Eu Te deixei me tocar. Como não o faria? E nunca me senti tão amada. E nunca senti tanta paz. Como naquela noite inesquecível, em que a tua Vida veio a mim.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Telescope
"He looked at his own Soul with a telescope. What seemed all irregular, he saw and showed to be beautiful constellations, and he added to the consciousness hidden worlds within worlds."
-Samuel Taylor Coleridge, Notebooks
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Essência
"A vida sempre se me afigurou uma planta que extrai sua vitalidade do rizoma; a vida, propriamente dita, não é visível, pois jaz na rizoma. O que se torna visível sobre a terra dura só um verão, depois fenece... Aparição efêmera. Quando se pensa no futuro e no desaparecimento infinito da vida e das culturas, não podemos nos furtar a uma impressão de total futilidade; mas nunca perdi o sentimento da perenidade da vida sob a eterna mudança. O que vemos é a floração, e ela desaparece. Mas o rizoma persiste."
Memórias, Sonhos e Reflexões - Jung
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